quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Ultimo post, Adicção da Cocaína

Sinto muito que já  chegamos ao fim, antecipado, do blog com esta, que será a ultima postagem, pois o semestre está acabando e o mundo universitário é muito corrido, e também devido ao fato de que nosso professor cancelou  o ultimo texto.
Nosso 15 texto, se trata sobre uso de drogas, em específico vício em cocaína. O texto possui uma linguagem técnica e de difícil compreendimento, por isso tentarei explicar de forma direta e básica os principais conceitos do texto, sem muita especificidade sobre os termos e nomes dados no mesmo.
O texto é um trabalho que visa explicar o motivo, e as características que envolvem o uso, e consequentemente o vício em drogas. De acordo com o trabalho pesquisas indicavam que a cocaína era uma droga de uso mais limitado a classes sociais altas, ou seja pessoas ricas, porém que por meados de 1980 isso passou a não ser mais verdade, visto que com um grande crescimento do número de usuários, tal droga começou a ser encontrada em todos os meios, se faz um vínculo disso com a grande expansão do "crack" que é derivado da cocaína e pode gerar as mesmas experiencias sensoriais que seu originador, porém com um risco de gerar uma dependência muito maior.
Explicasse que a cocaína não gera dependência física notável, ou seja não há indícios notáveis no corpo de um usuário que este é viciado, mas o que é dependência, seria apenas aparecimento de sequelas e características físicas ocasionadas pelo uso de tais narcóticos, não na realidade, apesar de não aparentar, o prolongado uso dessa droga gera tanto uma dependência física quanto psicológica, ou seja o viciado tem que administrar o uso constante para que não sinta sintomas de abstinência.Sua dependência física se dá também de forma discreta pois a droga age no sistema nervoso central, e esse sim acaba adquirindo a necessidade física do consumo de tal narcótico, além da necessidade psicológica que fica evidente quando o usuário apresenta sintomas de abstinência como depressão, disforia, entre outros.
O texto também conta sobre fenômenos causados pelo vício, e diferencia dependência de tolerância e contextualização do uso, visto que já expliquei sobre dependência, ou seja a responsável pelo próprio vício, falarei agora sobre o que é tolerância e depois explanarei sobre a contextualização, mas em breve quando for me referir a parte de tratamento. Tolerância neste caso tem um significado parecido com o que nós usamos no cotidiano, mas se trata de tolerância física a um certo tipo de comportamento, tudo que fazemos com nosso corpo faz com que ele vá se adequando a tal situação e possuindo de certa forma uma tolerância, ou resistência por assim dizer, pra tal comportamento repetitivo. Quando utiliza-se muitas vezes de uma droga não é diferente, nosso corpo vai gerando uma certa resistência aos efeitos causados por ela, o que faz com que a quantidade de droga consumida já não satisfaça mais o usuário, propiciando então um uso mais frequente e mais forte da cocaína terminando ou no vício ou numa escalada para drogas mais potentes como o crack.
Por fim falamos agora do tratamento e logo sobre a contextualização e o comportamento de recompensa, ou seja incentivo, sobre quais a droga é utilizada. Contextualização de eventos e locais onde a droga é utilizada, é um dos cruciais estudos para se tratar de alguém dependente, pois poderá mostrar para os médicos o tipo de local no qual o uso ocorre, e em que situações esse uso é mais convidativo e chamativo para o doente, ajudando os tratantes a evitar durante o tratamento a reprodução de tais ambientes e erradicar a ligação destes com a droga. Sobre o comportamento de recompensa tenho de explicar aqui como a droga é usada para gerar esse sentimento, para depois expressar minha opinião sobre a forma de tratamento documentada que tenta atribuir o mesmo tipo de raciocínio só que positivo. Os usuários em geral quando utilizam tais drogas se sentem melhor consigo-mesmo, então de certa forma usam-nas para compensar coisas que eles não conseguem lidar bem, sendo isso uma recompensa para esquecer de certos problemas, porém isto é chamado de reforço negativo, que a droga acaba implicando sobre o indivíduo influenciando-o a utilizar dela cada vez mais.Já no tratamento, que foi a parte mais interessante mostrada a mim pelo texto utiliza-se de uma forma de reforço positivo, ou seja uma recompensa para não se drogar, as clinicas fazem testes diários de urina nos pacientes a cada três urinas sem traço da droga o paciente recebe algo como recompensa, o que na minha opinião, apesar de talvez não ser uma solução permanente, pois necessita da monitoração e o contínuo do método constante, serve de início como incentivo, e realmente reforço para que o indivíduo se sinta melhor em abstinência.
Apesar de alguns textos com linguagens complicadas e termos científicos, foi uma boa experiencia ler todos eles então por isso pela ultima vez, digo que todos os textos são melhor aproveitados se lidos por conta própria, então eles podem ser encontrados no seguinte link:
https://sites.google.com/site/unbpsyturmak/

Uma Abordagem Diferente Sobre Introversão e Extroversão

Estou postando na ordem errada, mas senti que havia necessidade de relatar no blog este texto visto que o anterior se tratava do mesmo assunto, e poderia ser mais aprofundado. O texto desse post é o 13 de nossa lista, e trata também sobre introversão e extroversão, porém dessa vez mostrando ainda mais a ideia de que a introversão é algo não apenas natural mas que deve ser mais valorizada, e menos criticada. Seguirei com minhas opiniões sobre o que concerne o texto, e assim aproveitando  as deixas para usa-lo para exemplificar meus pensamentos.
Sobre introversão e extroversão já percebemos que ambas são mal compreendidas, e que apesar de nossa sociedade aparentar estar mais composta por pessoas extrovertidas as pessoas apenas mascaram suas verdadeiras personalidades introvertidas, como é citado no texto.Vemos no texto uma grande lista de coisas que não existiriam hoje se pessoas introvertidas não fossem tão relevantes quanto as extrovertidas, e não é uma lista pequena, dentre elas temos a teoria da gravidade, da relatividade, grandes obras literárias, e até mesmo empresas que tiveram suas conjunturas extremamente influenciadas por pessoas que não se expressavam bem, ou eram tímidas e isoladas, como é o exemplo da Apple, que teve seus primeiros computadores projetados por Steve Wozniak um dos fundadores da empresa.
A lista de pessoas influentes que são introvertidas, marca nossa história até os dias de hoje, fico impressionado como apenas o ato de se sentar numa cadeira que não era marcada para pessoas da sua etnia levou com que uma mulher, que não estava planejando, de início, lutar contra a opressão, mas apenas ter a liberdade equivalente a das demais pessoas e poder se sentar onde quisesse num ônibus, virasse uma das maiores ativistas contra o preconceito racial, e fez com que milhares  de pessoas nos Estados Unidos fossem influenciadas a protestar e reivindicar seus direitos.
É interessante que o texto aborda até conceitos errôneos sobre os ambientes que podem despertar melhor a criatividade, a sociedade em geral assemelha ambientes com interatividade social com maior probabilidade de inovação, sendo que na verdade nem todas as pessoas que estão lá presentes seriam extrovertidas e se desenvolveriam melhor em conjunto com seus colegas, mas estariam muito melhor criando sozinhas em seus porões ou quartos isolados, onde poderiam abrir suas mentes para seu próprio mundo e assim por consequência resolvendo problemas ou criando coisas úteis para várias outras pessoas que partilham das mesma situações, esse é o caso do já citado engenheiro responsável pelos primeiros computadores da Apple.
Podemos reparar que muitas vezes taxamos pessoas que vivem sozinhas de "quadradas" e sem imaginação, mas quando examinamos mais de perto podemos perceber que tais pessoas introvertidas são tão criativas que conseguem criar seus próprios mundos e se abstraírem da realidade que as cerca, sem precisar de outras pessoas para instigarem essa parte de suas imaginações, no texto sita estudos que comprovam que isso é um fato, pois essas pessoas acabam se desenvolvendo de forma independente e ao mesmo tempo útil socialmente.
Não que na minha opinião introvertidos sejam mais criativos há casos de criatividade em ambas personalidades.
Em geral era isso que tinha para acrescentar sobre o assunto, este será o penúltimo post do blog então o fim nos aguarda, digo isso no bom sentido! Deixo-os com mais um vídeo interessante sobre criatividade e extroversão, visto que focamos muito na introversão, para exemplificar que não apenas introvertidos se desenvolvem criativamente:
Todos os textos podem ser encontrados no seguinte link: https://sites.google.com/site/unbpsyturmak/

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Introversão e Extroversão Características Possivelmente Pré Determinadas

Volto a escrever sobre mais um texto de nossas aulas, o 14 lido pela turma, este se trata, como o título mesmo já nos diz, sobre as interpretações da psicologia sobre introversão e extroversão, quais seriam os motivos natos ou inatos para que pessoas se retenham mais para si mesmos ou sejam mais abertas para outras pessoas. Como texto é uma narrativa detalhista, e um pouco extensa, e apesar de ter uma fácil leitura, farei um somatório do mais importante, e darei minha opinião geral sobre o texto e o assunto.
O texto é narrado a partir das experiências de vida de uma jornalista chamada Susan, que sofre de "ansiedade social", devido à seu grande medo de falar em público, tendo isso em vista, a narradora  tenta descobrir o motivo desse problema e acaba se deparando com uma pesquisa muito interessante, e a tese base na qual o texto se expande.
A pesquisa feita pelo professor e psicologo Jerome Kagan, a qual Susan usa para debater o assunto no texto, possuía os dados de uma experiência  feita com 500 bebês em um laboratório, a fim de prever qual a natureza da  personalidade de cada indivíduo, ou seja verificar se a criança tenderia mais a ser introvertida, ou extrovertida.  Para testar as personalidades de cada bebê, expuseram cada um deles a um conjunto de novas experiências nunca antes presenciadas por estes, as crianças ouviram gravações de vozes e de balões estourando, assistiam a móbiles dançando por conta própria e tinham de sentir o odor de álcool na ponta de um cotonete.
A teoria era de que cada bebê reagiria de uma forma ou adversa ou indiferente às situações que lhes foram impostas, dependendo da atitude da criança poderia se avaliar o quão uma parte de seus cérebros chamada de Amígdala, responsável por parte da definição e controle da personalidade de um indivíduo, seria sensível, sendo que sensibilidade alta tenderia para uma pessoa mais introvertida, e o oposto extrovertida.
A partir dai Susan percebe que talvez suas reações a intensas situações de interação social sejam causadas por uma hiper sensibilidade de sua amígdala, e decide procurar pelos conselhos do professor Kagan, o qual lhe diz que uma personalidade não somente se é formada por uma parte do cérebro humano, mas sim por uma série de experiências de vida e uma série de outros fatores, como a criação recebida, a educação, que compõe a personalidade de uma pessoa.
Assim sendo a jornalista percebe que o melhor jeito de tenta melhorar sua interação com multidões, e amenizar sua ansiedade neste tipo de situação é enfrentar o próprio medo, então acaba participando de um curso de controle da ansiedade social.
Na minha opinião o texto apresenta uma série de teorias e fatos interessantes, que até então eu não tinha me dado conta, e agora depois de ter lido o texto percebo certa sensibilidade para algumas situações em pessoas ao meu redor, acho totalmente comum um pouco de nervosismo sobre qualquer atividade que se trate de interagir com outras pessoas, uma problemática que apesar de complicada deve ser combatida, visto que somos seres sociais e não podemos viver sem uns aos outros.
Acho que me empolguei bastante sobre relatar o texto e acabei me perdendo sem ter deixado tantas opiniões minhas, porém me identifiquei com o texto, e penso que isso por si só já é uma forma de expressar certa opinião então para não mais prolongar esse post postarei aqui um rápido vídeo sobre introversão e extroversão que acho que pode mostrar uma visão diferente sobre introversão!

Todos os textos podem ser encontrados no seguinte link:
https://sites.google.com/site/unbpsyturmak/

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Luto e Melancolia.

Estamos de volta com mais um post, dessa vez sinto em informar que o post será bem curto, e talvez não seja do agrado de todos. O assunto é um texto sobre a melancolia e sobre o luto escrito por Sigmund Freud.
Eu na minha humilde opinião achei o texto de uma complexidade alta, e por isso não me sinto tão confortável em tentar explicar, exatamente como o autor quis passar, todas as informações contidas no texto, porém tentarei explicar da forma que eu entendi o que li no texto.
O autor começa o texto dando uma definição de luto, um período de grande tristeza demonstrada por uma pessoa ou um grupo, pela perda de algo que era de extrema importância para tais indivíduos, seja tão coisa um ideal, uma pátria ou até mesmo um indivíduo, isto dito com minhas palavras. E diferencia o processo melancólico, do luto, mostrando que ambos são muito parecidos, porém que a melancolia possui um período de existência muito maior, e que a melancolia além de ser gradativa, não concerne ao mundo e sim à própria pessoa que a possui, ou seja, em palavras rasas, para quem sofre de uma perda, o mundo durante o período de tristeza perde sua cor, enquanto na melancolia a própria pessoa é sem cor, ela se sente desencaixada do resto do mundo, o mundo por ela se sentir "ruim" não lhe gera mais interesse. Esses sentimentos não passam com o tempo, enquanto os que estão presentes no luto desaparecem com o passar do tempo, e a atenção do indivíduo é focada em outros problemas que lhe são importantes.
Sinto que é tudo que eu consigo afirmar e explicar sem haver um engano de minha parte, sobre o que concerne às informações do texto, foi muito breve porém acho que foi de certa forma interessante deixar um post pequeno publicado para que seja mais interessante ao leitor o texto por inteiro, pois este é um autor que como nos foi dito em sala pode ser lido da forma que o próprio leitor queira entender.
o texto pode ser encontrado no seguinte link: https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnx1bmJwc3l0dXJtYWt8Z3g6MWU2OTgwZWJhOGJiOTg0Nw
Sobre o assunto melancolia, existe um filme do diretor Lars Von Trier, chamado também melancolia, no qual o sentimento de melancolia é explicito em várias formas, e vale a pena conferir apesar de ser um filme muito polêmico e que de certa forma não é para todos os públicos, segue o trailer do filme:
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sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Controle das Emotivo e Corporeo Pela Meditação

Fala pessoal vamos ao texto dessa semana, o texto de número 11, chamado O Lama No Laboratório, como já se é de esperar nesse texto falaremos sobre meditação como forma de controle. Farei um post um pouco mais dinâmico dessa vez, com um breve resumo do texto e minhas opiniões e fatos que achei interessantes sobre o texto.
 O texto conta os estudos feitos por alguns especialistas em psicologia, Richard Davidson e Paul Ekman, sobre o poder das formas de meditação sobre o corpo e a mente. O monge que é de origem ocidental, e treinou 2 anos no Tibete, chamado Oser, demonstrou nos exames que possui várias técnicas de controle sobre suas emoções e seu corpo, e  de forma muito superior a pessoas comuns.
Os testes demonstraram que Oser, enquanto várias outras pessoas alteraram aspectos físicos e mentais de seus estados, em variadas situações manteve suas medidas neutras, não importava os eventos que lhe submeteram, chegando ao ponto de se sentir num "retiro" quando foi isolado em uma câmara fechada, e repetir o processo por conta própria.
Minhas considerações, os testes propostos ao monge foram diversos, e alguns, muito mais que outros, foram extremamente interessantes, como o teste do reconhecimento facial proposto por Ekman, no qual Oser e outro monge foram expostos a várias imagens de rostos, de forma muito breve, aos quais eles deveriam atribuir emoções, raiva, tristeza, entre outras, e foi demonstrado que ambos tinham uma capacidade de reconhecer emoções bem mais desenvolvidas que pessoas não treinadas, e que cada um reconhecia uma emoção em específico com mais facilidade.
É interessante também o fato atentado no texto de que em um dos testes, Oser assistiu a vídeos, que tinham propósitos médicos, porém que causavam aversão nas pessoas que os assistiam, pela grande exposição de sangue e pelo conteúdo muito gráfico, e apesar de saber que havia um ser humano num deles que estava passando por um processo de amputação de membro, o monge não sentiu compaixão pelo sofrimento do paciente, apenas por não enxergar o individuo por inteiro, porém quando viu um homem, que estava todo queimado, tendo sua pele retirada aos poucos Oser sentiu compaixão ao ver o rosto do indivíduo.
Sobre o treinamento corporal e mental, e toda resistência adquirida pelos monges usada para cura e controle, passo esse vídeo que mostra alguns desses processos de meditação e seus resultados, aproveite e até o próximo post.


O texto pode ser encontrado no seguinte link:
https://docs.google.com/viewera=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnx1bmJwc3l0dXJtYWt8Z3g6ZGRmM2M5ZTRiNTc2MDhk

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Relações Entre Um Enfermeiro e Um Paciente de PMD.


Caros Leitores, já tem um tempo que não posto coisas nesse blog não? Enfim voltando ao rumo de minhas aulas, nossa postagem hoje será sobre o texto 9, o qual fala sobre uma doença chamada PMD e das relações entre enfermeiros e pacientes de clínicas psiquiátricas.
A relação médico paciente é sempre vista como algo extremamente rígida e profissional, ou pelo menos é a impressão que tendemos a possuir ao assistirmos filmes, ou lermos livros e artigos sobre o assunto. É interessante, neste ponto, a noção que o texto traz para o leitor sobre esse relacionamento entre médicos e pacientes, como a paciente no caso tratado, Sra. R, que foi diagnosticada com PMD, Psicose Maniaco-Depressiva, e sua enfermeira. A interação entre jovem e a psicótica se mostra de certa forma muito informal, isso é demonstrado no texto em diversos diálogos, porém esse tratamento não é de forma alguma anti-profissional, na  verdade muito pelo contrário. A enfermeira sempre procura meios de não parecer impessoal com sua paciente,  chamando- a pelo primeiro nome, ou conversando abertamente com ela, assim sempre tentando incentivar, na mulher, interesse em assuntos diversos, e na recuperação de sua doença. 

No começo do texto é evidente a depressão pela qual Sra. R está passando, sempre em suas entrevistas com a jovem estagiária ela não se demonstra receptiva, murmurando palavras durante suas conversas ou até mesmo fingindo não ouvir ou estar dormindo para não ter de falar. Porém com Ações tomadas pela futura psicóloga, a paciente começa a conversar mais e se sentir melhor para avançar em seu tratamento, o que aparentemente seria algo bom, se isso não representasse apenas mais um dos estágios da doença, pois veja bem pessoas com PMD possuem a tendencia de agirem de forma bipolar, ou seja, se mostrando tristes e de um momento para o outro muito felizes.
Na fase que é chamada de euforia, a Sra. R se demonstra muito conversadora, e começa a agir de forma completamente diferente do que agia no começo de sua estadia no clinica psiquiátrica, passa a fazer amizade com outros internos, e fala mais do que pode ser compreendido durante as entrevistas,fala de sair da clínica e retomar sua vida, assim demonstrando que não está de fato curada de sua doença mas sim somente passando de uma fase dela para outra.
Com o passar do tempo Sra. R é liberada de sua clínica, não de fato curada ainda, porém em condições bem melhores, A enfermeira relata que apesar do tempo que passou internada, a paciente não continuou seu tratamento fora da instituição, o que  pode ser atribuído pela falta de conhecimento de seus familiares, responsáveis pela internação a princípio, e que ela poderá regredir em sua doença sem o acompanhamento devido.
 Apesar de pensarmos que esta relação é sempre fria e calculada, não somente o paciente é influenciado pelo médico como o contrário é demonstrado pelas considerações finais descritas pela estagiária, ela se sentiu por muitas vezes triste, contagiada pela depressão de sua paciente, se sentiu incapaz por não conseguir progredir rapidamente no tratamento.
O texto de fato é muito interessante aconselho a leitura, é fácil e rapidamente lido.

Os textos podem ser encontrados no seguinte site:
https://sites.google.com/site/unbpsyturmak/

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Evasão Escolar e Ensino Descontextualizado

Continuamos com a sequencia de nossos textos apresentando o texto 6, que se trata do "fracasso do aprendizado".
Neste texto o autor nos apresenta 3 tipos de fracasso escolar, o fracasso por meio de exclusão social, o fracasso físico(no sentido de saúde, e alimentação), e o fracasso do próprio sistema escolar. Fracassar na escola não significa que um indivíduo seja menos capacitado, ou menos desenvolvido, e isso é evidente no sistema de educação pública que possuímos visto que, apesar de todos os defeitos presentes nesse, são formadas pessoas de sucesso. O fato de que uma criança não vive no mesmo contexto no qual a instituição escolar quer ensina-la, é mostrado, no texto,como um dos maiores problemas para se obter sucesso acadêmico. A criança é obrigada a aprender formas e sistemas que não serão úteis para o uso cotidiano, e assim elas sentem que tal ensino é inútil e acabam, por conta deste sentimento, abandonando suas instituições de ensino.
No texto como o tipo abandono escolar mais focado é o fracasso pelo próprio sistema adotado no país, é necessário contextualizar o leitor de que, apesar de o sistema funcionar para certo tipo de pessoa, este sistema não funciona para todas, é compreensível que o sistema implantado seja generalizado para que todos os alunos possam, de certa forma, aprender informações que são consideradas úteis  para a ingressão em uma universidade ou faculdade, porém para muitos casos essa não é a solução de aprendizado ideal. Todas as pessoas aprendem sobre qualquer assunto, ou informação, de forma melhor se estas ideias forem trazidas para o seu contexto cotidiano, então é claro que um sistema generalizado parecerá inútil aos olhos de uma alguém que não pretende usar as informações aprendidas nas formas que foram ensinadas. Essa falta de contextualização é tida por mim, assim como no texto, como uma das maiores causas da evasão escolar, muitas pessoas apesar de não serem instruídas academicamente acabam vitoriosas em suas vidas financeiras e sociais, pois aprendem a usar as informações em  situações de seu cotidiano da forma que lhes convém, e que não é a mesma que uma instituição tentaria ensinar.  

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Macacão Táctil e Tédio!

Hoje venho trazer dois textos lidos em nossas aulas, o texto 4 e o texto 5, o primeiro trata da pesquisa sobre um dos nossos sentidos, o tato, e como ele pode ser usado para melhoria de reflexos, e o segundo nos diz quais são os resultados que o tédio e a solidão podem acarretar numa pessoa. Dividirei os dois textos no post, então caso só se interesse por um deles siga direto para ele. Os textos podem ser encontrados no seguinte link:
https://sites.google.com/site/unbpsyturmak/ 

Texto 4.

Fotos Interessantes que Sugerem MovimentoSabemos que quando uma pessoa perde um dos sentidos os outros começam a ser mais aguçados, mas poucos sabem que na verdade esses sentidos não foram aprimorados pela ausência de outro, apenas passam a ser mais percebidos pela pessoa.  Nosso sentido mais valorizado é a visão, há milhares de estudos sobre o assunto,porém o foco nesse texto é o tato, que além de não ser muito pesquisado, realmente não é tão percebido quanto os outros sentidos. Um pesquisador notou que muitos pilotos de avião perdiam o senso de direção por estarem em uma elevada altitude e sem uma ampla visão do que os cercava, ele se deu conta de que os pilotos não tinham noção de o que era na verdade subir ou descer quando estavam voando, e por isso muitas vezes acabavam se jogando contra o chão. Para solucionar esse problema, ele percebeu ao praticar skydiving pelado, que o tato lhe mostrava o que estava acontecendo com seu corpo, no caso caindo, e lhe trazia um senso de direção tão bom quanto a visão, decidiu então criar algo que pudesse mostrar a um piloto, envolto pela cabine do avião, a mesma sensação que o tato lhe daria se estivesse caindo livre de qualquer aparelhagem. Foi criado então o macacão táctil, a partir de pesquisas com toques sobre o corpo, este macacão usa tubos de ar que fazem pressão sobre certas áreas do corpo do usuário para mandar mensagens sensoriais, como por exemplo saber sobre a velocidade do avião, ou altitude, se o avião está voando para baixo, ou se o avião está de cabeça para baixo. Essa tecnologia vem sendo estudada para ser implementada como sistema de gps em carros, por meio de um cinto táctil, também usada para testar a possibilidade de reaver a audição por meio de vibrações no corpo, entre várias outras. Esse texto nos mostra como o tato pode ser um dos sentidos mais aguçados, e porém ao mesmo tempo mais subestimado e ignorado pelas pessoas.

Texto 5.

Todos nós já ficamos horas sem ter o que fazer, ou pelo menos já passamos algum tempo esperando por alguém numa consulta médica, ou compromisso, e enquanto esperamos o tempo parece passar devagar e  durar uma eternidade, então ficamos torcendo para que algo aconteça para nos distrair de toda aquela monotonia, porém normalmente nunca acontece, isso basicamente é chamado de tédio, que é o assunto tratado neste texto. O autor nos mostra uma série de experimentos nos quais os indivíduos foram expostos a vários tipos de atividades monótonas, como observar um ponteiro e apertar um botão toda vez que este desse um pulo duplo, percebendo diversas informações sobre o tempo de concentração do ser humano. Numa das experiencias os sujeitos  receberam 20 dólares por dia para serem expostos, basicamente, a solidão e ao tédio! Cada participante foi isolado por um certo período de tempo dentro do que ficou conhecido como "cubículo", um quarto que possuía uma cama confortável  um ar condicionado e uma luz que ficava acesa o tempo inteiro. Os isolados tinham equipamentos que limitavam a visão, que  cobriam suas mãos limitando o tato, e um travesseiro em formato de "U" que lhes impedia de ouvir, enquanto ficavam com fios conectados ao coro cabeludo, para mandar mensagens a uma máquina sobre suas atividades cerebrais, os coitados podiam fazer intervalos, do tédio, para refeições e ir ao banheiro. Foi notado que para cada experimento houve resultado e relatos diferentes sobre o tempo de confinamento, alguns relataram passar as primeiras horas pensando em soluções para seus problemas na vida, porém depois de muito tempo começaram a não possuir mais pensamentos produtivos, e muitos divergiram em seus pensamentos seguintes, uns começaram a memorizar sequencias de números, outros a contar até o número que conseguissem, alguns começaram a falar sequencias de palavras sem sentido. Depois de muito tempo em isolamento a maioria dos indivíduos começaram a ter visões de imagens sem sentido, um sentiu como se estivesse saindo de seu corpo e que pudesse se ver deitado na cama, outro disse ver a imagem de esquilos em uma fila carregando seus pertences em sacolas, em todos os casos os sujeitos não conseguiam parar de ter as estranhas sensações, ou ver as estranhas ilusões, e se sentiam ameaçados por tais coisas, chegando a temer atividades sobrenaturais. No fim percebemos que o tédio, a monotonia e a solidão causam ao homem, que é um ser que não pode viver sem uma relação social, nem sem suas rotinas e distrações, ou trabalhando muito tempo em uma coisa repetitiva, uma possível insanidade, pelo menos é o que penso. Se esses foram os resultados de apenas 4 dias imagine quais seriam os resultados de um ano ou mais em isolamento.


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Manipulação Mental e Receita de Drogas.

Estamos de volta com o terceiro texto de nosso conteúdo! Este texto  trata de manipulação da mente por meio de remédios, e métodos de tratamento psicológico, "para consertar" a mentalidade, ou melhor manipular a mentalidade do indivíduo.
O autor nos leva a refletir sobre o uso de drogas, que podem ou não dependendo do caso, trazer benefícios para a memória, cognição, concentração, e pensamento mais rápido, e até a que ponto ainda é ético ou necessário o uso de tais remédios. Um dos exemplos dado sobre essa dúvida moral é o uso de drogas como a Ritalina para gerar uma maior concentração, ou para ter o efeito de calmante, em uma criança. Quando seria certo receitar remédios como este, que são tarja preta, para uma pessoa que ainda nem é desenvolvida suficientemente para entender quais seriam os efeitos desse tratamento, e nem o porque de estar sendo tratado?
Outro assunto interessante tratado pelo texto é o fator de que nem todo remédio pode ter efeito clinico, um remédio que pode ter efeito sobre uma pessoa, pode não ter a mesma reação sobre outras por muitos motivos como por exemplo o famoso efeito placebo, que se trata de uma melhora nas condições do paciente, mas não por efeito do remédio e sim por um efeito psicológico que faz com que a pessoa por estar sendo tratada já se sinta melhor. O texto fala também que muitos remédios tem efeitos positivos sobre os animais nos quais são testados, porém quando são trazidos para consumo humano não há o mesmo efeito desejado sobre o comportamento da "cobaia".
Sobre minha opinião, eu não conseguiria receitar a uma criança um remédio tão forte para  tratar algo que pode simplesmente não ser tão grave, e sinto que talvez muitos psicólogos e médicos tomem atitudes drásticas sem muita reflexão sobre qual o efeito será atingido na administração de tal droga, o desejado, ou um colateral que pode vir a ser muito prejudicial.
Até a próxima postagem!
O texto pode ser encontrado no seguinte link:
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnx1bmJwc3l0dXJtYWt8Z3g6M2JiMjU5NWY5YTNiNzQ2Nw

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Comportamento Social.

Caros leitores venho trazer para vocês uma resenha e minha interpretação do primeiro texto lido em sala, com o tema de Comportamento na sociedade.

Como as pessoas se reconhecem e relacionam em seu cotidiano? Cada pessoa espera, de outra, um comportamento diferente?
O texto lido mostra que todas as relações dos seres humanos, em sociedade, giram em torno de expectativas e definições concebidas em um consenso geral. Assim que reparamos que um indivíduo possui certas qualidades tentamos de certa forma classificar, ou melhor enquadrar, tal sujeito num grupo ou classe de pessoas com as mesmas ou a mesma característica, nem sempre discriminando, mas apenas generalizando todos esses indivíduos como iguais.  
É interessante um dos assuntos comentados pelo autor, que se trata de como reagimos ao sermos expostos à avaliação dos outros indivíduos, pois quando nós avaliamos uma pessoa por seu comportamento, acabamos por julga-las por suas atitudes, erros e acertos, porém quando as ações são nossas as pessoas também tendem a nos analisar por meio delas. O que nos faz pensar sobre nossas próprias avaliações psicológicas, o autor considera um fator muito rotineiro nas auto-análises, nós tendemos a criticar em outras pessoas erros, como se fossem culpa delas somente, enquanto nossos erros são fruto de fatores externos, que não nossas características "comigo foi azar". 

O texto também aborda a área de mudança comportamental, demonstrando que somos todos cercados pela influência social, um tenta sempre mudar o comportamento de outro, para condizer mais com seus próprios interesses. A sociedade tenta exercer suas várias formas de influencia para atingir uma mudança comportamental, o que pode ser atingido, se o poder, ou a forma de influência for efetiva. O autor cita vários poderes de influência eficazes usados no cotidiano, como o uso do afeto para conseguir persuadir alguém, ou o fato de alguém ter mais conhecimento do que os outros sendo mais influente, ou a eleição de um representante que gera obediência dos demais, ou até mesmo informar os reais motivos para os quais uma mudança de comportamento é exigida. De certa forma o texto nos faz refletir como a sociedade ao mesmo tempo que é abrangente com vários tipos diferentes e complexos de pessoas acaba englobando, e classificando vários grupos de indivíduos de forma conjunta, e não individual, mas que isso é natural do ser humano e não necessariamente seja algo prejudicial. 

O texto pode ser encontrado no site:
https://sites.google.com/site/unbpsyturmak/

Até a próxima postagem. João Gustavo Silveira Furtado.

Apresentação

Sejam bem vindos leitores visitantes! Este blog foi criado com o propósito de demonstrar minhas ideias e reflexões para com os textos apresentados na minha turma de introdução à psicologia, da universidade de Brasília.
Espero que possam aproveitar algo deste blog, opiniões são bem vindas!

João Gustavo silveira Furtado.