sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Relações Entre Um Enfermeiro e Um Paciente de PMD.


Caros Leitores, já tem um tempo que não posto coisas nesse blog não? Enfim voltando ao rumo de minhas aulas, nossa postagem hoje será sobre o texto 9, o qual fala sobre uma doença chamada PMD e das relações entre enfermeiros e pacientes de clínicas psiquiátricas.
A relação médico paciente é sempre vista como algo extremamente rígida e profissional, ou pelo menos é a impressão que tendemos a possuir ao assistirmos filmes, ou lermos livros e artigos sobre o assunto. É interessante, neste ponto, a noção que o texto traz para o leitor sobre esse relacionamento entre médicos e pacientes, como a paciente no caso tratado, Sra. R, que foi diagnosticada com PMD, Psicose Maniaco-Depressiva, e sua enfermeira. A interação entre jovem e a psicótica se mostra de certa forma muito informal, isso é demonstrado no texto em diversos diálogos, porém esse tratamento não é de forma alguma anti-profissional, na  verdade muito pelo contrário. A enfermeira sempre procura meios de não parecer impessoal com sua paciente,  chamando- a pelo primeiro nome, ou conversando abertamente com ela, assim sempre tentando incentivar, na mulher, interesse em assuntos diversos, e na recuperação de sua doença. 

No começo do texto é evidente a depressão pela qual Sra. R está passando, sempre em suas entrevistas com a jovem estagiária ela não se demonstra receptiva, murmurando palavras durante suas conversas ou até mesmo fingindo não ouvir ou estar dormindo para não ter de falar. Porém com Ações tomadas pela futura psicóloga, a paciente começa a conversar mais e se sentir melhor para avançar em seu tratamento, o que aparentemente seria algo bom, se isso não representasse apenas mais um dos estágios da doença, pois veja bem pessoas com PMD possuem a tendencia de agirem de forma bipolar, ou seja, se mostrando tristes e de um momento para o outro muito felizes.
Na fase que é chamada de euforia, a Sra. R se demonstra muito conversadora, e começa a agir de forma completamente diferente do que agia no começo de sua estadia no clinica psiquiátrica, passa a fazer amizade com outros internos, e fala mais do que pode ser compreendido durante as entrevistas,fala de sair da clínica e retomar sua vida, assim demonstrando que não está de fato curada de sua doença mas sim somente passando de uma fase dela para outra.
Com o passar do tempo Sra. R é liberada de sua clínica, não de fato curada ainda, porém em condições bem melhores, A enfermeira relata que apesar do tempo que passou internada, a paciente não continuou seu tratamento fora da instituição, o que  pode ser atribuído pela falta de conhecimento de seus familiares, responsáveis pela internação a princípio, e que ela poderá regredir em sua doença sem o acompanhamento devido.
 Apesar de pensarmos que esta relação é sempre fria e calculada, não somente o paciente é influenciado pelo médico como o contrário é demonstrado pelas considerações finais descritas pela estagiária, ela se sentiu por muitas vezes triste, contagiada pela depressão de sua paciente, se sentiu incapaz por não conseguir progredir rapidamente no tratamento.
O texto de fato é muito interessante aconselho a leitura, é fácil e rapidamente lido.

Os textos podem ser encontrados no seguinte site:
https://sites.google.com/site/unbpsyturmak/

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