sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Evasão Escolar e Ensino Descontextualizado

Continuamos com a sequencia de nossos textos apresentando o texto 6, que se trata do "fracasso do aprendizado".
Neste texto o autor nos apresenta 3 tipos de fracasso escolar, o fracasso por meio de exclusão social, o fracasso físico(no sentido de saúde, e alimentação), e o fracasso do próprio sistema escolar. Fracassar na escola não significa que um indivíduo seja menos capacitado, ou menos desenvolvido, e isso é evidente no sistema de educação pública que possuímos visto que, apesar de todos os defeitos presentes nesse, são formadas pessoas de sucesso. O fato de que uma criança não vive no mesmo contexto no qual a instituição escolar quer ensina-la, é mostrado, no texto,como um dos maiores problemas para se obter sucesso acadêmico. A criança é obrigada a aprender formas e sistemas que não serão úteis para o uso cotidiano, e assim elas sentem que tal ensino é inútil e acabam, por conta deste sentimento, abandonando suas instituições de ensino.
No texto como o tipo abandono escolar mais focado é o fracasso pelo próprio sistema adotado no país, é necessário contextualizar o leitor de que, apesar de o sistema funcionar para certo tipo de pessoa, este sistema não funciona para todas, é compreensível que o sistema implantado seja generalizado para que todos os alunos possam, de certa forma, aprender informações que são consideradas úteis  para a ingressão em uma universidade ou faculdade, porém para muitos casos essa não é a solução de aprendizado ideal. Todas as pessoas aprendem sobre qualquer assunto, ou informação, de forma melhor se estas ideias forem trazidas para o seu contexto cotidiano, então é claro que um sistema generalizado parecerá inútil aos olhos de uma alguém que não pretende usar as informações aprendidas nas formas que foram ensinadas. Essa falta de contextualização é tida por mim, assim como no texto, como uma das maiores causas da evasão escolar, muitas pessoas apesar de não serem instruídas academicamente acabam vitoriosas em suas vidas financeiras e sociais, pois aprendem a usar as informações em  situações de seu cotidiano da forma que lhes convém, e que não é a mesma que uma instituição tentaria ensinar.  

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Macacão Táctil e Tédio!

Hoje venho trazer dois textos lidos em nossas aulas, o texto 4 e o texto 5, o primeiro trata da pesquisa sobre um dos nossos sentidos, o tato, e como ele pode ser usado para melhoria de reflexos, e o segundo nos diz quais são os resultados que o tédio e a solidão podem acarretar numa pessoa. Dividirei os dois textos no post, então caso só se interesse por um deles siga direto para ele. Os textos podem ser encontrados no seguinte link:
https://sites.google.com/site/unbpsyturmak/ 

Texto 4.

Fotos Interessantes que Sugerem MovimentoSabemos que quando uma pessoa perde um dos sentidos os outros começam a ser mais aguçados, mas poucos sabem que na verdade esses sentidos não foram aprimorados pela ausência de outro, apenas passam a ser mais percebidos pela pessoa.  Nosso sentido mais valorizado é a visão, há milhares de estudos sobre o assunto,porém o foco nesse texto é o tato, que além de não ser muito pesquisado, realmente não é tão percebido quanto os outros sentidos. Um pesquisador notou que muitos pilotos de avião perdiam o senso de direção por estarem em uma elevada altitude e sem uma ampla visão do que os cercava, ele se deu conta de que os pilotos não tinham noção de o que era na verdade subir ou descer quando estavam voando, e por isso muitas vezes acabavam se jogando contra o chão. Para solucionar esse problema, ele percebeu ao praticar skydiving pelado, que o tato lhe mostrava o que estava acontecendo com seu corpo, no caso caindo, e lhe trazia um senso de direção tão bom quanto a visão, decidiu então criar algo que pudesse mostrar a um piloto, envolto pela cabine do avião, a mesma sensação que o tato lhe daria se estivesse caindo livre de qualquer aparelhagem. Foi criado então o macacão táctil, a partir de pesquisas com toques sobre o corpo, este macacão usa tubos de ar que fazem pressão sobre certas áreas do corpo do usuário para mandar mensagens sensoriais, como por exemplo saber sobre a velocidade do avião, ou altitude, se o avião está voando para baixo, ou se o avião está de cabeça para baixo. Essa tecnologia vem sendo estudada para ser implementada como sistema de gps em carros, por meio de um cinto táctil, também usada para testar a possibilidade de reaver a audição por meio de vibrações no corpo, entre várias outras. Esse texto nos mostra como o tato pode ser um dos sentidos mais aguçados, e porém ao mesmo tempo mais subestimado e ignorado pelas pessoas.

Texto 5.

Todos nós já ficamos horas sem ter o que fazer, ou pelo menos já passamos algum tempo esperando por alguém numa consulta médica, ou compromisso, e enquanto esperamos o tempo parece passar devagar e  durar uma eternidade, então ficamos torcendo para que algo aconteça para nos distrair de toda aquela monotonia, porém normalmente nunca acontece, isso basicamente é chamado de tédio, que é o assunto tratado neste texto. O autor nos mostra uma série de experimentos nos quais os indivíduos foram expostos a vários tipos de atividades monótonas, como observar um ponteiro e apertar um botão toda vez que este desse um pulo duplo, percebendo diversas informações sobre o tempo de concentração do ser humano. Numa das experiencias os sujeitos  receberam 20 dólares por dia para serem expostos, basicamente, a solidão e ao tédio! Cada participante foi isolado por um certo período de tempo dentro do que ficou conhecido como "cubículo", um quarto que possuía uma cama confortável  um ar condicionado e uma luz que ficava acesa o tempo inteiro. Os isolados tinham equipamentos que limitavam a visão, que  cobriam suas mãos limitando o tato, e um travesseiro em formato de "U" que lhes impedia de ouvir, enquanto ficavam com fios conectados ao coro cabeludo, para mandar mensagens a uma máquina sobre suas atividades cerebrais, os coitados podiam fazer intervalos, do tédio, para refeições e ir ao banheiro. Foi notado que para cada experimento houve resultado e relatos diferentes sobre o tempo de confinamento, alguns relataram passar as primeiras horas pensando em soluções para seus problemas na vida, porém depois de muito tempo começaram a não possuir mais pensamentos produtivos, e muitos divergiram em seus pensamentos seguintes, uns começaram a memorizar sequencias de números, outros a contar até o número que conseguissem, alguns começaram a falar sequencias de palavras sem sentido. Depois de muito tempo em isolamento a maioria dos indivíduos começaram a ter visões de imagens sem sentido, um sentiu como se estivesse saindo de seu corpo e que pudesse se ver deitado na cama, outro disse ver a imagem de esquilos em uma fila carregando seus pertences em sacolas, em todos os casos os sujeitos não conseguiam parar de ter as estranhas sensações, ou ver as estranhas ilusões, e se sentiam ameaçados por tais coisas, chegando a temer atividades sobrenaturais. No fim percebemos que o tédio, a monotonia e a solidão causam ao homem, que é um ser que não pode viver sem uma relação social, nem sem suas rotinas e distrações, ou trabalhando muito tempo em uma coisa repetitiva, uma possível insanidade, pelo menos é o que penso. Se esses foram os resultados de apenas 4 dias imagine quais seriam os resultados de um ano ou mais em isolamento.


sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Manipulação Mental e Receita de Drogas.

Estamos de volta com o terceiro texto de nosso conteúdo! Este texto  trata de manipulação da mente por meio de remédios, e métodos de tratamento psicológico, "para consertar" a mentalidade, ou melhor manipular a mentalidade do indivíduo.
O autor nos leva a refletir sobre o uso de drogas, que podem ou não dependendo do caso, trazer benefícios para a memória, cognição, concentração, e pensamento mais rápido, e até a que ponto ainda é ético ou necessário o uso de tais remédios. Um dos exemplos dado sobre essa dúvida moral é o uso de drogas como a Ritalina para gerar uma maior concentração, ou para ter o efeito de calmante, em uma criança. Quando seria certo receitar remédios como este, que são tarja preta, para uma pessoa que ainda nem é desenvolvida suficientemente para entender quais seriam os efeitos desse tratamento, e nem o porque de estar sendo tratado?
Outro assunto interessante tratado pelo texto é o fator de que nem todo remédio pode ter efeito clinico, um remédio que pode ter efeito sobre uma pessoa, pode não ter a mesma reação sobre outras por muitos motivos como por exemplo o famoso efeito placebo, que se trata de uma melhora nas condições do paciente, mas não por efeito do remédio e sim por um efeito psicológico que faz com que a pessoa por estar sendo tratada já se sinta melhor. O texto fala também que muitos remédios tem efeitos positivos sobre os animais nos quais são testados, porém quando são trazidos para consumo humano não há o mesmo efeito desejado sobre o comportamento da "cobaia".
Sobre minha opinião, eu não conseguiria receitar a uma criança um remédio tão forte para  tratar algo que pode simplesmente não ser tão grave, e sinto que talvez muitos psicólogos e médicos tomem atitudes drásticas sem muita reflexão sobre qual o efeito será atingido na administração de tal droga, o desejado, ou um colateral que pode vir a ser muito prejudicial.
Até a próxima postagem!
O texto pode ser encontrado no seguinte link:
https://docs.google.com/viewer?a=v&pid=sites&srcid=ZGVmYXVsdGRvbWFpbnx1bmJwc3l0dXJtYWt8Z3g6M2JiMjU5NWY5YTNiNzQ2Nw